EMBODIED

sexta-feira, 09.03 13h01

 

 

 

 

 

[2003]

  • Inspirado no livro Philosophy in the Flesh, de Lakoff e Johnson, acerca das estruturas metafóricas subjacentes a cada modo de pensamento, embodied resulta de um processo criativo experienciado como um grupo de estudos teorico-pratico sobre o conceito de “embodied mind” (mente encorpada), segundo o qual os conceitos humanos – tais como a natureza do tempo, self, mente, moralidade, causalidade – nao são reflexos de uma realidade externa, mas sao formados pela nossa experiência corporal, ou seja: pelo nosso sistema sensório-motor.

Nosso interesse investigativo foi tratar o processo de criação como um ambiente de discussão, onde fosse possível focalizar cada corpo e seus respectivos padrões de ação como uma realidade particular, para investigar e questionar a maneira como definimos os conceitos que usamos em interação com o mundo.

Discussão entendida como um processo adaptativo entre diferentes idéias. Ideias entendidas como formulações geradas pela relação entre corpo e ambiente. Ambiente entendido não como um lugar onde coisas acontecem, mas como um conjunto de possibilidades circunstanciais para gerar eventos – por conexão.

  • Criação e performance: Cristian Duarte (br), Fabiana D. Britto (br), Shani Granot (il), Peter Fol (be)
  • Concepção: Cristian Duarte
  • Orientação do processo: Fabiana Dultra Britto
  • Técnica: Peter Fol
  • Fotografia: Anna Van Kooij
  • co-produção: Théâtre de la Bastille (Paris); DEPARTS (supported by the European Commission “Culture 2000” programme); Springdance/works (Utrecht); WERKHUIS/producties (Brussels) e Melkweg (Amsterdam)
  • Agradecimentos: Helena Katz, Flavio Rodrigues, Jan Maertens, Jan Ritsema, Bojana Cvejic, Theo Van Rompay, Hanne Van Waeyenberge, Pierre Thys, Csaba Varga.
  • estréia 23/04/2003, Springdance Festival, Utrecht/Holanda
  • apresentações:
    Springdance Festival, Utrecht, 23 & 24/04/2003
    Melkweg, Amsterdam, 14, 15 & 16/05/2003
    Beursschouwburg, Bruxelas, 25, 26 & 27/02/2004
    Théatrê de la Bastille, Paris, 26, 27, 29 & 30/04/2004
    Amperdans/Monty, Antuérpia, 06 e 07 de outubro 2004
    L1 Festival, Budapeste, 10 de Fevereiro 2005
    Rotterdam Schouwburg, 19 de fevereiro 2005
    STUK, Leuven, 22 e 23 de fevereiro 2005
    Something Raw Festival, Amsterdam, 25 e 26/02/2005
    Weimar/Germany, 06 de março 2005
    Mounsonturm, Frankfurt, 06 and 07/05/2005
    Brasil, Sao Paulo, SESC, 24 and 27 Agosto 2005
    Teatro Municipal de Araraquara, 07 Setembro 2005
    Intransit Festival, Berlin, 30 e 31st Maio 2006
  • Some notes after the first run-through
    by Bojana Cvejic (Brussels, April 17th ’03)

“Embodied” takes a frame and a form I couldn’t nail down into a ‘normal’ or normative methodology and practice of dance performance. It evades the common-sense question of what it is or could be about, although this question is triggered by a switch of regimes, a textual one, where performers give explicit “I”- statement or an excerpt of a “we”- scientific/theoretical discourse, and a dance regime, where the other two performers are engaged in movement of contact and communication. As the form and the frame were not pre-given to be significant for coherence but determined by juxtaposition of sections shaped by their own materials, this intertwining of texts and solo/duo dances makes them inform but not explain one another.

That’s why one can’t easily come to terms with questions: is it about body intelligence? is it about behaviourism? are they developing movement according to friction and resistance from two bodies in contact and from the made-present surface of the ground?
Inasmuch as it parishes, the motivation to recognize any gender-relationship or personal involvement of the performers, what comes into focus is the materiality of the gestures and movement the two dancers develop.
The most striking the “breast-dance” and the duo in which female body first comes as an obstacle, an organ attached to detach the male organism in his centrality of mastering the space.

The materiality unfolds as the movement is guided by an act of encountering/experiencing the flesh, the flesh of the breast, the flesh of the female body making visible what remains, resists or blurs a more severe anatomical manipulation.” 

 

 

 

 

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