BIOMASHUP
Um concerto de dança para 6 bailarinos e 1 músico.

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POR ONDE É
BIOMASHUP é um concerto de dança para 6 bailarinos e 1 músico. Dirigido por Cristian Duarte, o trabalho nos convida a um exercício de percepção permanente de um espaço ressonando ficções cinéticas. Os bailarinos, como forças dinâmicas, disponibilizam seus arquivos da dança, produzindo um campo de contaminação e regeneração povoado pela diferença de possibilidades e intensidades não esgotadas pelo tempo histórico. Ao vivo, o músico Tom Monteiro junto com o instrumento russo theremin – um dos primeiros instrumentos eletrônicos a ser inventado, e um dos poucos que pode ser tocado sem contato físico - enuncia desde o primeiro segundo a ética do trabalho: construir um movimento que é corpo sem ser do corpo. (Katz, 2014)

Biomashup estreou na Casa do Povo em Agosto de 2014. No mesmo ano recebeu os prêmios: APCA (Associação Paulista de Crísticos de Arte) de Pesquisa em Dança e Prêmio Denilto Gomes de Criação em Dança.

POR BRUNO LEVORIN
A fabulosa vontade de inventar a ação, que dá vida à comunidade de vaga-lumes chamada percepção.

BIOMASHUP é um conto sobre o movimento. Imagético por natureza, abre suas cortinas como os homens abrem suas pálpebras. Faminto, mastiga lampejos de poeira, horizonte, bando, road-movie, science fiction.

Enfeitiçado por uma jornada fantástica, o espaço é sítio que disponibiliza toda a sua afetividade, agressividade e nostalgia para esse concerto. É onda que espanta os juízos de infelicidade, e céu que carrega uma névoa cheia de artifícios em fogos. Redondo como Utopia deveria ser, onde não se sabe frente, costas, cima, baixo e lados, o tempo engorda e medita o som que o russo inventa em torno dos sensores de proximidade.

Destemido em repetir o que é necessário, BIOMASHUP quica em quizas e gagueja uma multiplicadora falha de linguagem, a favor do direito da forma em desaparecer. Ganha, assim, a sensação que, estimulada pela arquitetura, faz o espectador perder o quadro e ganhar o palato.

Aceitar esse convite é estabelecer, junto com a vida, a deliciosa experiência em contemplar o brilho que só os borrifos de luz permitem saborear. Enganar os olhos é permitir com que o homem deseje o impossível imaterial. E como bem diria Salvador Dalí, contemplar é pensar.

POR OUTROS OLHOS
"Com Biomashup, a segunda de duas performances que o artista da dança brasileiro Cristian Duarte apresentou no Festival Internacional de Artes 'pré-temporada festival OPEN em Cingapura, ele provou ser um mestre de investigação do corpo. Biomashup, como seus outros trabalhos, The Hot One Hundred Choreographers, que é um estudo sobre o funcionamento do corpo. Mas, ao contrário de The Hot One Hundred Choreographers que relacionava o corpo diretamente para a política da memória, Biomashup foi um exercício de pureza visceral, emoldurando o corpo para o que claramente era - uma entidade física".
Lee Wai Mun, The Straits Times, de Cingapura

“uma rara combinação de densidade e beleza [que] inaugura um modo de dizer o próprio e o comum no corpo.”

"Os diferentes conhecimentos que se estabilizaram no corpo de cada um dos seis excelentes intérpretes vão sendo mostrados não como suas posses e sem atá-los aos pronomes pessoais. A forma que cada passo toma aparece como um desígnio (de design, de desenho, de destino), ou seja, vai simplesmente acontecendo como uma organização motora indispensável para o corpo dançar. Esse jeito que despoja consegue misturar o geral (vida) e o particular (história pessoal)."
Helena Katz, Caderno 2/O Estado de São São Paulo

“Biomashup, resultado da terceira edição do projeto de residência artística Lote#, comprova a consistência e fertilidade deste trabalho de pesquisa dirigido por Cristian Duarte desde 2011. Concebida em um local histórico de São Paulo, a Casa do Povo, a obra promove um jogo de resignificações – do espaço, do movimento, do tempo -, estabelecendo com o público uma dinâmica sensorial que estimula a percepção em ritmo incessante e compartilhado”.
Ana Francisca Ponzio, Prêmio APCA 2014/Revista APCA

CRÉDITOS
Concepção, Criação e Direção Cristian Duarte
 Criação e Dança Alexandre Magno, Aline Bonamin, Clarice Lima, Felipe Stocco, Leandro Berton, Patrícia Árabe e Tom Monteiro

 Concepção musical para theremin Tom Monteiro
 Desenho de Luz André Boll Figurino Daniel Lie Fotografia Haroldo Saboia 
Design Gráfico Renan CostaLima Consultoria Artística Bruno Levorin Produção Executiva Daniel Cordova Realização e Apoio residência artística LOTE#3, 15º Programa de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo/Secretaria Municipal de Cultura e Casa do Povo Co-produção Festival Panorama 2014 Apoio primeira fase (2013) Programa Rumos Itaú Cultural Dança 2012/14 Agradecimentos residentes LOTE#123, Mariana Kurowski e Ingrid Laurentino (estágio Edasp) pelo carinho com o projeto Duração 90 minutos aproximadamente

crítica OESP, Caderno 2, Helena Katz, 17/08/2014
Singapore review, The Straits Times Lee Mun Wai

biomashup variations aqui

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fotografia: haroldo saboia
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