DAS COISAS QUE NÃO POSSO VIVER SEM

terça-feira, 20.11 15h49

 

 

 

 

 

[2018 em processo…]

  • “As condições da época em que a vida ainda não havia saído dos oceanos não se transformaram muito para as células do corpo humano, banhadas pela onda primordial que continua escorrendo nas artérias. Nosso sangue, de fato, tem uma composição química parecida com a do mar das origens, de onde as primeiras células vivas e os primeiros seres pluricelulares tiraram oxigênio e outros elementos necessários à vida. Com a evolução de organismos mais complexos, o problema de manter o número máximo de células em contato com o ambiente líquido não pôde mais ser resolvido apenas por meio da expansão da superfície exterior; foram favorecidos os organismos dotados de estruturas ocas dentro das quais a água marinha podia fluir. Mas foi somente com a ramificação dessas cavidades num sistema de circulação sanguínea que a distribuição do oxigênio passou a ser garantida para o conjunto de células, tornando assim possível a vida terrestre. O mar, no qual outrora os seres vivos estavam submersos, está agora encerrado em seus corpos.” —Italo Calvino, O Sangue, O Mar
  • Esta pesquisa trata a ideia de aglomeração como arquivo. Um arquivo feito de referências que constituem a singularidade de um bailarino na forma como se movimenta, age e sente. O convite é para movimentar um mar de referências tratadas como marginalia, notas de rodapé, que acionam muitos etceteras. É também uma oportunidade para duvidar dos fundamentos, contornos e convicções de um corpo treinado e seu modo de pensar/dançar.
  • Participaram da primeira residência de investigação em Setembro de 2018: Aline Bonamin, Bruno Freire, Clarissa Sacchelli, Felipe Stocco e Júlia Rocha. Uma parceria entre Tom Monteiro e Carla Boregas para trilha sonora criada e tocada ao vivo. André Boll na interlocução e execução do design de luz e Carolina Goulart na produção.
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