SOBRE

sexta-feira, 16.10 01h00
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Fora estrutura a continuidade da ação coreográfica de Cristian Duarte em companhia de 20 artistas des/arranjados em 4 fases entre 5.10.20 à 5.10.21.

Fora entende que fazer a criação ​circular é princípio fundamental do artista.

Fora composta por performances para massagear os espaços públicos, encostar em outros corpos, outras lógicas e contextos.

Fora em futuro imaginado para rua, terra, asfalto, praça, parque, centro, norte, sul, leste, oeste.

Fora em presente whereby, hangout, teams, jitsi, zoom, insta, face…

Fora da virtuose da dança virtual?

Fora em meio a muitas questões sobre como temos atuado para chegarmos até aqui.

Fora reconhece suas qualidades e im/potências.

Fora experime\te/ntar-se inaugural.

Fora em propósito de con/tato des/conhecido e valioso.

Fora o desafio a ser trabalhado todos os dias em tempo que circulação pressupõe vírus que não é de computador.

Fora ex/cita a matéria com sua percepção virtu\sensori/al.

Fora libera palavras com barra como cin/ética.

Fora areja a vida que quando restrita e virtual de/seja-se ainda mais humana.

Fora realiza suas ações fundamentadas em uma existência coletiva em/posicionada como zona para/por\de/em\co/como\sai/hashtag\fora/ ativar uma dança porosa ao seu contexto social-político-cultural que de/seja, valoriza e pro/move, o acesso da população aos frutos do investimento público.

Fora regula-se por altruísmo e bom senso (que não é senso comum), priorizando a saúde pública. Re/criações para o modo virtual serão real/izadas enquanto a pandemia persistir.

  • A primeira fase já está ativa e compreende a re/criação, para o modo virtual, de uma performance que tem como matéria uma gargalhada muda coletiva que persevera na sua própria condição com esta pergunta: O que realmente está acontecendo quando algo acontece?  Para a sua in/corpor\ação virtual, imaginou-se, também, esta pergunta: Fora o que realmente? 
  • A segunda fase compreende tocar em outra performance de seu repertório – a Jamzz – uma fusão de Jam com Jazz Dance. É estruturada entre sociabilidade e performatividade. Convida o público para improvisar passos de Jazz Dance em uma diagonal impulsionada por hits musicais dos anos 80. Devido a sua característica interativa, sua viabilidade será avaliada em sintonia com as atualizações relacionadas a pandemia Covid-19.
  • A terceira fase desenvolverá uma nova criação que leva em consideração toda a experiência das fases anteriores para alavancar um processo com a participação de 7 artistas escolhidos entre os elencos e, também, convidará mais 3 artistas que o coreógrafo ainda não conhece e deseja encontrar durante as ensaulas e labors que compõem as ações deste fora.
  • A quarta fase concluirá um vídeo-documentário de/composto de todo o processo, de fora a fora, em co/labor\ação com o vídeo-artista Iago Mati, de/formado por imagens, situações, textos, depoimentos, entrevistas e outras possíveis resoluções como for\m/a de gerar rastros de experiências sobre as diferentes fases e camadas de todo o fora. ​Além de reflexão sobre fora, pretende gerar perguntas para a dança e para a cidade.
  • Ao longo de fora, várias convocatórias serão lançadas para que outras vidas possam entrar aqui fora para co/labor\ar e co/mover suas próprias emoções e as de fora também.